- Divulgação S.E.R Polares

Divulgação S.E.R Polares
Sonho antigo dos amigos Adilson, Daniel, Ismael e Marcelo, a fundação de um time de futebol ficava sempre em segundo plano devido ao escasso número de jogadores e a dificuldade de adequação dos horários de jogos. Em 2006, durante uma excursão para a Oktoberfest de Igrejinha, os quatro amigos decidiram levar a idéia adiante. Em 21 de outubro de 2006 era fundada a Sociedade Esportiva Recreativa Polares.
Sem incentivo financeiro ou patrocínio, o que é comum em times de várzea, o Polares se mantém com mensalidades pagas pelos atletas, rifas e eventos realizados durante o ano. Com este dinheiro conseguiram, agora em 2008, financiar parte da primeira viagem do grupo: a de ida a Santana do Livramento onde têm jogo marcado no Ginásio Municipal no próximo dia 20 de dezembro. A verba conquistada com as mensalidades e eventos cobrem ainda despesas como aluguel de campo, arbitragem e limpeza dos uniformes.
Este ano, para a compra do novo fardamento o grupo encontrou um outro método de amenizar os gastos: buscando apoiadores. Através da divulgação dos apoios nas camisas conquistaram metade do valor a ser pago.
PREPARAÇÃO – Formado por jogadores de faixa etária entre 20 e 30 anos, o plantel da S.E.R Polares não conta com trabalhos específicos de preparação física. “Em nosso time não há essa preocupação, pois somos todos trabalhadores e com a correria do dia-dia não sobra tempo para uma preparação física do grupo. Cada jogador é responsável pela sua saúde”, conta o atacante Tiago Machado dos Santos, 27 anos.
Tiago joga no Polares desde a sua criação. Chegou ao time por ser amigo dos fundadores desde a infância. No inicio, além de jogador desempenhava também a função de primeiro tesoureiro. Colorado, na hora de jogar busca inspiração nos monstros colorados Valdomiro e Tesourinha, que ao lado de Adãozinho, Villalba e Carlitos formou o maior ataque da história do Inter, o “Rolo Compressor”, na década de 40.
“Sempre gostei do estilo de jogo dos extintos “pontas de lança” ou “ponta-direita e ponta-esquerda”. Um jogador mais livre para atuar no ataque, recebendo lançamentos longos explorando a velocidade, servindo o centro-avante e de vez em quando marcando gols também. Um dos jogadores que eu admiro muito nessa função é o Valdomiro, craque do Inter na década de 70″, comenta.
Ao contrário de muitos jogadores de fim-de-semana, Tiago não encontra resistências em dias de jogos. A namorada, a estudante Catiele Abreu, 22 anos, diz apoiar a escolha do namorado jogador. “Acho bacana. Eu mesma queria jogar futebol, mas acabo não fazendo por falta de tempo. Ele é bem envolvido com o time, não só na hora do jogo, mas na organização de eventos, viagens. Acho legal que ele tenha uma atividade extra, fora trabalho e estudos”, diz.
Juntos há seis meses o casal nunca se desentendeu por causa do futebol. “Como gosto de futebol e também tenho vontade de jogar, entendo que ele tenha esse tempo para passar com os amigos dele e praticar uma atividade física”, conta Catiele. Ela, afirma ainda não ter ido a nenhum jogo do Polares, mas espera fazer isso em breve. “Pretendo ir o quanto antes, afinal, assim como o Inter, o Polares também é o meu time do coração”, completa.
O apoio da namorada e a oportunidade de colocar em prática a vontade reprimida ou frustrada de ter se tornado jogador profissional é o que motiva Tiago a cada novo jogo pelo Polares. “O sentimento de jogar no Polares é de muito orgulho, pois sei da dificuldade que é reunir um grupo de pessoas completamente diferentes, com horários diferentes, por um mesmo objetivo. O futebol de várzea é pobre, é feito com o dinheiro da mensalidade de cada jogador, e é por isso que cada um de nós se sente orgulhoso quando joga”, opina.
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Além de Sapucaia outras cidades da região também possuem os seus craques da varzea.
Onde?


















